INSTITUTO SOCIAL DE AMOR CRISTÃO - ISAC - SUPERAÇÃO EM FOCO II


 

PLANO DE TRABALHO

  1. DADOS CADASTRAIS:

 

NOME DA ORGANIZAÇÃO DA SOCIEDADE CIVIL (OSC):

INSTITUTO SOCIAL DE AMOR CRISTÃO - ISAC CNPJ: 14.121.020/0001-25 ENDEREÇO: RUA: D, Nº: 390, VARGEM GRANDE II

MUNICÍPIO: MONTES CLAROS UF: MG CEP: 39.403-090

E-MAIL: isacprojetosocial@gmail.com TELEFONE: (38) 2100-0780

NOME DO RESPONSÁVEL LEGAL:

ODETE AVELINO DE AQUINO

NOME DO RESPONSÁVEL PELA ELBORAÇÃO DO PROJETO: LUCAS DE QUADROS LOPES E PRATES

  1. IDENTIFICAÇÃO:(X) PROJETO OU ( ) ATIVIDADE
    1. NOME DO PROJETO ou ATIVIDADE: “Projeto Superação em Foco II”
    1. - PÚBLICO ALVO:
 

Diretamente: 210 crianças e adolescentes, sendo 170 em situação de vulnerabilidade e/ou risco social já cadastrados no Projeto ISAC e 40 encaminhados pelo CREAS II, assistidos pelo PAEFI e/ou em cumprimento de medida socioeducativa em meio aberto, como Liberdade Assistida (LA) e Prestação de Serviços à Comunidade (PSC).

Indiretamente: Estima-se o alcance de aproximadamente 400 pessoas, entre familiares dos participantes, parceiros e colaboradores.

    1. - ÁREA DE ABRANGÊNCIA: (X) URBANA ( ) RURAL

O Projeto ISAC atende crianças e adolescentes que residem na região sul de Montes Claros, com foco nas comunidades de: Vila Campos, Vila Grace, Vargem Grande I e II, Conjunto Joaquim Costa, Ciro dos Anjos, Chiquinho Guimarães, São Geraldo, Vila Santa Luzia e Major Prates.

    1. - PRAZO DE EXECUÇÃO: 10 Meses
  1. DESCRIÇÃO DA REALIDADE QUE SERÁ OBJETO DA PARCERIA:

O território atendido pelo Instituto Social de Amor Cristão – ISAC, localizado na região sul de Montes Claros/MG, apresenta historicamente elevados índices de vulnerabilidade social que impactam diretamente o desenvolvimento de crianças e adolescentes. Nos bairros Vila Campos, Vila Grace, Vargem Grande I e II, Conjunto Joaquim Costa, Ciro dos Anjos, Chiqui-nho Guimarães, São Geraldo, Major Prates e Vila Santa Luzia, observa-se a presença de múlti-plos determinantes sociais que fragilizam os vínculos familiares e comunitários, tais como pre-cariedade econômica, baixa escolaridade, dificuldade de acesso a serviços e exposição contínua à violências, tendo esse levantamento feito através de relatórios de visitas domiciliares, atendi-mentos psicossociais e conforme cadastros socioeconômicos disponíveis no ISAC, realizados em janeiro de 2025.

Esse cenário também é confirmado pelos dados oficiais da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) em anexo, dentre eles, o registro de 460 ocorrências envolvendo crianças e adolescentes entre janeiro de 2020 e novembro de 2025, nos bairros que compõem a área de atuação do ISAC. O bairro Major Prates, onde se localiza o CRAS de referência do projeto, concentra 179 registros — o maior número do conjunto — seguido por São Geraldo (76), Chi-quinho Guimarães (72) e Ciro dos Anjos (64), revelando um eixo territorial crítico para a pro-teção integral desse público.

A análise dos dados evidencia que adolescentes entre 13 e 17 anos constituem o grupo mais exposto, respondendo por mais da metade das ocorrências. Entre esses registros, desta-cam-se casos em que crianças e adolescentes aparecem como autores de infrações (194 registros no período), especialmente relacionadas ao tráfico de drogas (67 casos), agressões e lesões cor-porais. Paralelamente, o número de crianças e adolescentes vítimas de violências também é expressivo, somando 266 registros, que incluem lesão corporal, ameaça, agressão, furto e vio-lência sexual. Esse quadro se enquadra nas situações previstas no artigo 98, alínea “c”, do Es-tatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que determina proteção especial quando a violação de direitos decorre da conduta do próprio adolescente, e no artigo 103, que define o ato infraci-onal como conduta descrita como crime ou contravenção penal.

Essa realidade revela a coexistência de duas dimensões preocupantes: crianças e ado-lescentes que sofrem violações e crianças e adolescentes que, ao mesmo tempo, são capturados por dinâmicas de violência e criminalidade, evidenciando rupturas de vínculos, ausência de espaços seguros e escassez de oportunidades de convivência saudável, esporte, cultura, tecno-logia que promovam o desenvolvimento integral — aspectos diretamente relacionados ao au-mento de situações de risco e reincidência em atos infracionais nos territórios em questão.

Os dados dialogam diretamente com a experiência da prática do ISAC, que, ao longo de mais de uma década, observa em sua rotina de atendimentos o aumento de situações como conflitos familiares, evasão e infrequência escolar, uso abusivo de telas, indícios de envolvi-mento com drogas e trabalho infantil, baixa autoestima e dificuldades socioemocionais. Além disso, crianças e adolescentes encaminhados pelo CRAS Major Prates e pelo CREAS II, em especial aqueles acompanhados pelo PAEFI ou em cumprimento de medidas socioeducativas em meio aberto (PSC e LA), apresentam demandas complexas que exigem intervenções contí-nuas, intersetoriais e com profissionais qualificados.

 

As ações desenvolvidas pelo ISAC contribuem diretamente para a redução dos fatores de risco associados ao cometimento de atos infracionais, ao promover espaços de convivência protetivas, rotinas estruturadas e alternativas saudáveis de socialização. As oficinas de tecnolo-gia, Futebol e Judô reforçam habilidades socioemocionais, disciplina, respeito, cooperação e autocontrole, elementos essenciais para prevenir comportamentos agressivos, fortalecer víncu-los e ampliar o senso de pertencimento e desenvolvimento de cidadania. O acompanhamento psicossocial qualificado possibilita identificar precocemente situações de risco, apoiar famílias, orientar adolescentes e acompanhar de forma adequada aqueles encaminhados pelo CREAS assistidos pelo PAEFI, em cumprimento de medidas socioeducativas que cometeram ato leve (LA) e ato medio (PSC), contribuindo para a reinserção social, a construção de projetos de vida e a não reincidência em atos infracionais.

A primeira edição do projeto Superação em Foco demonstrou resultados significativos e diante desse cenário, torna-se indispensável a continuidade e ampliação das ações, oferecendo oportunidades concretas de desenvolvimento integral por meio dessas oficinas, articuladas ao atendimento psicossocial e ao trabalho em rede com CRAS, CREAS II e escolas públicas. A realidade apresentada demonstra que as vulnerabilidades persistem e se aprofundam, exigindo respostas ainda mais consistentes, permanentes e alinhadas às diretrizes do Sistema de Garantia de Direitos, da Política Nacional de Assistência Social e das normativas relacionadas às Medi-das Socioeducativas em meio aberto.

 

  1. JUSTIFICATIVA:

A realidade apresentada evidencia que crianças e adolescentes da região sul de Montes Claros convivem com situações que fragilizam seu desenvolvimento e exigem ações contínuas de proteção, acompanhamento e fortalecimento de vínculos. O Instituto Social de Amor Cristão – ISAC, presente há anos no território, consolidou-se como um espaço seguro, estruturado e reconhecido pela comunidade, realizando em média 1.740 atendimentos mensais a crianças e adolescentes e 380 atendimentos mensais a mulheres e jovens. Esses números revelam a ampli-tude do alcance institucional e a confiança das famílias no trabalho desenvolvido.

A primeira edição do Superação em Foco demonstrou resultados significativos na con-vivência, no comportamento, na autoestima e na participação das crianças e adolescentes, for-talecendo também a aproximação das famílias com a instituição e com a rede socioassistencial. O êxito alcançado na edição anterior evidencia a demanda e o impacto positivo do projeto, justificando a expansão para uma segunda edição mais estruturada, abrangente e alinhada às necessidades atuais do território.

O contexto territorial dialoga diretamente com o Eixo 4 – Ato Infracional do edital, que prevê o atendimento de adolescentes em cumprimento de Medidas Socioeducativas em meio aberto, apoio às famílias, articulação com políticas públicas e oferta de espaços para PSC e LA. Considerando que o território dispõe de poucos equipamentos capazes de acolher esse público de forma contínua e qualificada, o ISAC se configura como alternativa consistente e necessária. A instituição atua em conformidade com o art. 98, alínea “c”, e art. 103 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), acolhendo adolescentes cuja violação de direitos decorre de sua pró-pria conduta ou de contextos de risco social que favorecem o cometimento de atos infracionais. Há, ainda, abertura consolidada para receber encaminhamentos do CRAS Major Prates, CREAS II, PETI, Conelho tutelar e escolas municipais, mantendo vagas disponíveis e fluxo contínuo de atendimento.

As oficinas de Judô, Futebol e Tecnologias, centrais no Superação em Foco II, apresen-tam impacto comprovado na formação socioemocional, cognitiva e relacional. O Judô, ativi-dade de forte identidade institucional, trabalha disciplina, autocontrole, respeito, confiança e a cultura de paz, alinhada às diretrizes da ONU sobre resolução não violenta de conflitos. O destaque da modalidade se consolidou no Terceiro Festival de Judô do ISAC, que reuniu 329 participantes e 11 instituições parceiras, movimentando a comunidade e fortalecendo vínculos familiares e comunitários. No presente projeto, propõe-se a realização do IV Festival de Judô do ISAC, com o objetivo de alavancar e potencializar ainda mais o desenvolvimento dos atletas, o envolvimento das famílias, a integração dos parceiros e o fortalecimento da modalidade.

Nessa mesma perspectiva, o Futebol, ampliado nesta edição também para o turno da manhã, incentiva cooperação, empatia, trabalho em equipe e convivência saudável, sendo uma oficina reconhecida e apoiada pela Secretaria Municipal de Esportes, que autoriza formalmente o uso do campo comunitário ao lado da instituição (autorizaçao em anexo). Para fortalecer ainda mais as práticas esportivas no ISAC, dois projetos foram aprovados pela Lei Estadual de Incen-tivo ao Esporte — “Geração Campeã I e II” — atualmente em fase de captação de recursos, ampliando as possibilidades de formação e desenvolvimento dos adolescentes. Já as oficinas de Tecnologias expandem o repertório educativo e digital, contribuem diretamente para o desem-penho escolar (pesquisas, trabalhos, organização), estimulam curiosidade, criatividade, empre-endedorismo e visão de futuro, além de possibilitar aos adolescentes apoiarem suas famílias em tarefas digitais cotidianas.

A alfabetização tecnológica para crianças e os conteúdos ampliados para adolescentes, incluindo noções de marketing digital, criação de conteúdo, programação básica e inteligência artificial, favorecem a construção de projetos de vida, a preparação para o mercado de trabalho e um currículo mais competitivo no processo de encaminhamento para vagas de Jovem Apren-diz. Nesse sentido, a atuação do novo articulador institucional do ISAC (contratado esse ano), permitirá fortalecer a ponte com empresas e ampliar oportunidades de encaminhamento profis-sional. A instituição também desenvolve ações de erradicação do trabalho infantil, alinhadas ao PETI, e tem histórico consolidado de inserir jovens em formação para o mundo do trabalho.

A equipe técnica composta por coordenador, psicólogo e assistente social, garante aco-lhida qualificada, escuta ativa, mediação de conflitos, acompanhamento individual e interven-ções sociofamiliares. São realizados aproximadamente 10 atendimentos psicológicos semanais, além de atendimentos psicossociais contínuos. Em parceria com faculdades, o ISAC recebe estagiários que ampliam o alcance e qualificação das ações. O projeto também fortalece a ar-ticulação intersetorial com CRAS, CREAS II, PETI, escolas, Conselho Tutelar, Polícia Militar, Ministério Público e demais órgãos do território, garantindo respostas mais rápidas e integradas às situações de risco e ampliando a proteção social das crianças e adolescentes.

A merenda oferecida após cada oficina, fruto de parcerias com Padarias Avenida e Forno de Ouro, programa Mesa Brasil SESC e Coordenadoria do Terceiro Setor da Secretaria municipal de Desenvolvimeto Social promove segurança alimentar e contribui significativa-mente para permanência, desempenho e bem-estar dos participantes. A instituição também apoia as famílias com reuniões semanais, rodas de conversas, palestras, doações e promove formação voltada à geração de renda, como o curso de artesanato, corte e costura para adoles-centes e mães, e através da parceria com o hospital Santa Casa, promove empregabilidade às mães, oportunizando as com formação no curso de corte e costura.

As ações assumem caráter preventivo, protetivo e promocional, preenchendo positiva-mente o tempo das crianças e adolescentes e reduzindo a exposição ao ócio vulnerável, principal porta de entrada para o uso de drogas e para o envolvimento em situações de risco. Nesse sen-tido, o ISAC desempenha papel fundamental na construção de trajetórias alternativas às dinâ-micas de violência e criminalidade, oferecendo acolhida, convivência, orientação, educação, esporte e tecnologia como estratégias estruturantes de prevenção ao ato infracional e de supe-ração as vulnerabilidades em geral.

Nesse viés, vale citar que o fortalecimento do eixo tecnológico também é ampliado por meio de parceria com a CEMIG, em projeto aprovado nesse conselho (Conectividade Tec), que permitirá expandir a capacidade técnica do laboratório de informática. A parceria com a Oli-veira Foundation, através do programa Eu Lidero, também fortalece habilidades de liderança, protagonismo, projeto de vida e desenvolvimento socioemocional, cooperando com o desen-volvimento e avanço das ações do projeto proposto.

O público atendido pelo ISAC enfrenta contextos complexos de abandono, fragilidade de vínculos, violência comunitária, pobreza, precariedade habitacional e insegurança socioeco-nômica. Para que essas crianças e adolescentes alcancem a superação, é necessário garantir acolhida, oficinas atrativas e bem planejadas, estratégias de formação integral, alimentação ade-quada e articulação com a rede de proteção. O Superação em Foco II se fundamenta exatamente na continuidade e ampliação dos resultados bem-sucedidos da primeira edição, que demonstrou melhorias significativas no desenvolvimento socioemocional, cognitivo, relacional e na prepa-ração para o mercado de trabalho, reforçando a urgência e relevância da expansão.

Além disso, o projeto está alinhado às ODS da ONU, especialmente aos ODS 3 (Saú-de e Bem-Estar), 4 (Educação de Qualidade), 5 (Igualdade de Gênero), 10 (Redução das Desigualdades) e 16 (Paz, Justiça e Instituições Eficazes). Ao articular esporte, educação, tecno-logia e acompanhamento psicossocial, o Superação em Foco II contribui para o desenvolvi-mento integral e para a construção de comunidades mais seguras e inclusivas.

  1. OBJETIVO GERAL:

Contribuir para o desenvolvimento integral de crianças e adolescentes, promovendo esporte, tecnologia e ações psicossociais que favoreçam trajetórias de superação, reduzam riscos sociais e situações associadas a atos infracionais e fortaleçam vínculos familiares, comunitários e oportunidades de aprendizagem e convivência no território.

 
  1. PROCESSOS DE EXECUÇÃO DO PROJETO OU ATIVIDADE:

Objetivo Específico 1: Garantir a composição e o funcionamento da equipe técnica responsável pela coordenação, acompanhamento psicossocial e execução das oficinas do Projeto Superação em Foco II.

METAS

(descrever a meta)

AÇÕES                (atividades a executar)

INDICADORES

MEIOS DE VERIFICAÇÃO

CRONOGRAMA DE EXECUÇÃO

META 01: Formação da equipe técnica do projeto.

Realizar a contratação dos profis-sionais:

  • 01 Coordenador do Projeto
  • 01 Psicólogo
  • 01 Assistente Social
  • 03 professores (01 Judô, 01 Fu-tebol e 01 Tecnologias)

 

Profissionais que atuarão na exe-cução das atividades ao longo dos 10 meses.

  • Divulgar o processo seletivo e receber candidaturas;
  • Analisar currículos, realizar entrevis-tas e selecionar profissionais qualifica-dos;

 

  • Formalizar a contratação (CLT ou prestação de serviços- PJ);

 

  • Realizar reunião de alinhamento para apresentação das rotinas, metas e dire-trizes do projeto.
  • Quantidade de currículos recebidos.
  • Número de profissionais entrevistados.

 

  • Número de profissionais contratados.

 

  • Equipe técnica estruturada e atuando já no início da exe-cução.
  • Contratos assinados e regis-tro trabalhista.
  • Folhas de pagamento e comprovantes de remunera-ção.

 

  • Lista nominal da equipe e registro de presença nas ati-vidades.

 

  • Relatórios iniciais e planos de trabalho da equipe.

Mês 01 ao mês 02

Resultados Esperados: Dispor de uma equipe técnica capacitada para conduzir as ações do projeto com qualidade, assegurando acompanhamento integral, organização das oficinas, atendimento ao público infanto-juvenil e suas famílias e articulação contínua com a rede de proteção. Garantir que o projeto inicie e se desenvolva com estrutura profissional adequada, favorecendo segurança, continuidade e efetividade das ações.

 

 

Objetivo Específico 2: Promover o desenvolvimento esportivo, disciplinar e socioemocional de crianças e adolescentes em vulnerabilidade e risco social, ou ato infracional, por meio de oficinas regulares de Judô, favorecendo a formação técnica, o autocontrole e a convivência saudável.

METAS

(descrever a meta)

AÇÕES                (atividades a executar)

INDICADORES

MEIOS DE VERIFICAÇÃO

CRONOGRAMA DE EXECUÇÃO

META 01:

Realizar 02

oficinas regulares de Judô ao longo de 10 meses.

1 matutino com

25 atletas

1 vespertino

com 25 atletas.

  • Fazer cadastro e inscrições dos atendidos na oficina;

 

  • Fazer a divulgação das vagas nas redes sociais e em equipamentos da rede (CRAS, CREAS II e Escolas Municipais);

 

  • Organizar turmas de judô conforme faixa etária;

 

  • Desenvolver aulas semanais com foco técnico, disci-plinar e socioemocional;

 

  • Acompanhar a evolução dos participantes por meio de registros pedagógicos;
  • Garantir materiais necessários para as práticas (kimo-nos, tatame, itens de segurança).
  • Número de turmas formadas;

 

  • Número de aulas realizadas;

 

  • Número de participantes ativos;

 

  • Registros de evolução técnica e comportamental.
  • Planos de aula

 

-Lista de frequência das oficinas;

 

  • Relatório final do pro-fessor;

 

  • Fotos das atividades;

 

  • Laudos médicos:

 

  • Depoimentos.

Mês 01 ao mês 10

 

 

META 02:

Realizar 01 Torneio Interno de Judô com os participantes do projeto e escolas parceiras do territorio

  • Planejar regulamento, categorias e cronograma do tor-neio;
  • Organizar estrutura, divulgação nas escolas, materiais, medalhas, arbitragem e logística interna;

 

  • Mobilizar famílias e parceiros para participação e apoio;

 

  • Promover evento de integração, respeito e competiti-vidade saudável.
  • Número de atletas inscritos;

 

  • Número de parceiros presentes;

 

  • Número de famílias presentes;
  • Fichas de inscrição;

 

  • Lista de presença do dia do torneio;

 

  • Registros fotográficos;

 

  • Relatório técnico do tor-neio.

Mês 06

META 03:

Realizar o 4º Festival de Judô do ISAC.

  • Planejar estrutura do Festival (local, equipes, equipa-mentos, divulgação, parceiros e convidados à Mesa);
  • Adquirir medalhas para premiação dos atletas;

 

  • Convidar instituições parceiras e organizar os atletas por categorias;

 

  • Realizar o Festival como ação de integração, visibili-dade e equidade.
  • Número de instituições partici-pantes.
  • Número total de atletas envolvi-dos.

 

  • Quantidade de medalhas distri-buídas.

 

  • número de famílias presente.
  • Listas de inscrições de atletas e instituições;
  • Registros fotográficos;

 

  • Materiais de divulgação;

 

  • Relatório final do Festi-val.

Mês 09

 

 

META 04:

Realizar exame de troca de faixa dos alunos participantes das oficinas de judô.

  • Organizar o processo avaliativo dos alunos ao longo do período, seguindo critérios técnicos do judô;
  • Realizar aulas preparatórias específicas para o exame de graduação;

 

  • Aplicar o exame de troca de faixa com banca avalia-dora interna ou parceiro habilitado;

 

  • Promover cerimônia simples de entrega das novas fai-xas às crianças e adolescentes com presença das famí-lias e parceiros convidados.
  • Número de alunos avaliados para troca de faixa;
  • Número de alunos aprovados na graduação;

 

  • Número de aulas preparatórias realizadas.
  • Lista de presença dos alunos nas aulas e no exame.
  • Registro fotográfico;

 

  • Relatório técnico do professor com resultado das graduações.

 

  • Certificados emitidos.

Mês 10

META 05:

Inscrição e inserção dos atletas nos jogos escolares de Minas Gerais (JEMG).

  • Selecionar os alunos interessados e com desempenho adequado para participação no JEMG.
  • Realizar treinamentos específicos e preparação téc-nica para os jogos.

 

  • Providenciar inscrição oficial dos atletas no JEMG, em articulação com as escolas parceiras.

 

  • Acompanhar os atletas durante as etapas da competi-ção, garantindo suporte adequado.
  • Número de alunos inscritos no JEMG;
  • Número de alunos que partici-param das etapas classificatórias;

 

  • Número de parcerias formaliza-das com escolas para participa-ção nos jogos.
  • Autorização de partici-pação assinada pelos res-ponsáveis dos alunos;
  • Fichas de inscrição;

 

  • Registros fotográficos;

Mês 07

Resultados Esperados: Espera-se que os participantes desenvolvam disciplina, autocontrole e habilidades socioemocionais por meio das oficinas, fortalecendo vínculos e ampliando o engajamento nas práticas esportivas. Nesse viés, prevê-se maior integração entre alunos, famílias e instituições, consolidando o judô

como uma referência na cidade, um importante fator de proteção, desenvolvimento no território e de caráter expressivo socialmente.

 

 

Objetivo Específico 3: Promover o desenvolvimento esportivo e social de crianças e adolescentes em vulnerabilidade e risco social ou ato infracional, por meio de oficinas regulares de Futebol, estimulando cooperação, disciplina, habilidades sociais e participação ativa na convivência comunitária.

METAS

(descrever a meta)

AÇÕES                (atividades a executar)

INDICADORES

MEIOS DE VERIFICAÇÃO

CRONOGR AMA DE

EXECUÇÃO

META 01:

Realizar 04 oficinas (semanais) regulares de Futebol masculino ao longo de 10 meses.

2 matutino com

25 alunos em cada

2 vespertino

com 25 alunos em cada.

  • Fazer cadastro e inscrições dos atendidos na oficina;

 

  • Fazer a divulgação das vagas nas redes sociais e em equipa-mentos da rede (CRAS, CREAS II e Escolas Municipais);

 

  • Organizar turmas conforme faixa etária e nível de habilidade;

 

  • Desenvolver aulas semanais com enfoque técnico e socioedu-cativo;

 

  • Acompanhar evolução, frequência e participação dos alunos;

 

  • Garantir materiais esportivos adequados para as práticas.
  • Número de inscritos na ofi-cina;
  • Número de turmas formadas;

 

  • Número de aulas realizadas;

 

  • Número de participantes fre-quentes.
  • Lista de presença;

 

  • Relatório final do oficineiro ;

 

  • Registros fotográficos das atividades;

 

  • Depoimentos dos atendidos e familiares;

 

-Laudos médicos.

 

  • Encaminhamentos.

Mês 01 ao

mês 10

 

 

META 02:

Realizar 01 Torneio Interno de Futebol com os participantes do projeto.

  • Elaborar regulamento, categorias e programação do torneio;

 

  • Organizar estrutura, arbitragem e materiais esportivos;

 

  • Envolver famílias e comunidade como público participante;

 

  • Promover evento com foco em integração, espírito esportivo e convivência.
  • Número de participantes ins-critos;
  • Número de equipes forma-das;

 

  • Número de jogos realizados;

 

  • Participação da comunidade.
  • Autorização de participação assinada pelos responsáveis dos alunos;
  • Registros fotográficos das atividades;

 

  • Materiais de divulgação;

 

  • Relatório técnico do torneio.

Mês 05

META 03:

Produzir 100 uniformes esportivos para uso nas competições e atividades do projeto.

  • Definir modelo, tamanhos e quantidade dos uniformes espor-tivos (camisa e short);
  • Realizar cotação e orçamentos dos itens a serem adquiridos;

 

  • Organizar entrega dos uniformes aos participantes da oficina;

 

  • Utilizar os uniformes nos jogos, torneios e eventos.
  • Número de uniformes produ-zidos e entregues;
  • Frequência do uso dos uni-formes nas atividades e even-tos.
  • Nota fiscal dos uniformes;

 

  • Registros fotográficos dos materiais em uso;

 

  • Lista de entrega dos unifor-mes aos participantes.

Mês 02 ao

mês 04

Resultados Esperados: Espera-se que os participantes desenvolvam habilidades sociais, disciplina e cooperação por meio das oficinas, fortalecendo vínculos e ampliando o engajamento esportivo. O torneio interno e o uso de uniformes e bandeiras reforçarão o senso de identidade, pertencimento e participação

comunitária, consolidando o futebol como um espaço de convivência protetiva no território.

 

 

Objetivo Específico 4: Ofertar oficinas de Tecnologias para crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade e risco social, ou ato infracional, ampliando competências digitais, estimulando criatividade e autonomia, e favorecendo a preparação para futuros percursos formativos e oportunidades sociais e, com

conteúdos adequados às diferentes faixas etárias.

METAS

(descrever a meta)

AÇÕES                (atividades a executar)

INDICADORES

MEIOS DE VERIFICAÇÃO

CRONOGRAMA DE EXECUÇÃO

META 01: Reali-zar oficinas de Tecnologias para o público da manhã (9 a 12 anos), com foco em alfabetiza-ção digital.

2 turmas com 15 alunos cada.

  • Fazer cadastro e inscrições dos atendidos na oficina;

 

  • Fazer a divulgação das vagas nas redes sociais e em equipa-mentos da rede (CRAS, CREAS II e Escolas Municipais);

 

  • Formar turmas de acordo com o número de inscritos;

 

  • Ensinar noções básicas de informática, digitação, navegação segura e uso de ferramentas digitais educativas;

 

  • Desenvolver atividades práticas que estimulem raciocínio, organização e criatividade;

 

  • Monitorar o avanço dos alunos ao longo do período.
  • Número de inscritos;

 

  • Número de turmas formadas;

 

  • Número de aulas realizadas;

 

  • Número de alunos partici-pantes;

 

  • Evolução nas habilidades di-gitais básicas.
  • Lista de presença das oficinas;
  • Relatório final do pro-fessor;

 

  • Registros fotográficos;

 

  • Exercícios de prática e materiais produzidos pe-los alunos.

 

  • Certifiados emitidos.

Mês 01 ao mês 10

 

 

META 02: Reali-zar oficinas de Tecnologias para o público da tarde (13 a 16 anos), com foco em con-teúdos profissiona-lizantes.

2 turmas com 15 alunos em cada.

  • Fazer cadastro e inscrições dos atendidos na oficina;

 

  • Fazer a divulgação das vagas nas redes sociais e em equipa-mentos da rede (CRAS, CREAS II e Escolas Municipais);

 

  • Formar turmas conforme demanda e faixa etária;

 

  • Desenvolver conteúdos introdutórios de programação, inte-ligência artificial (automação e ferramentas digitais) e marke-ting digital;

 

  • Propor atividades práticas e projetos simples, estimulando autonomia e pensamento criativo;

 

  • Orientar adolescentes sobre uso consciente da tecnologia, ampliando repertórios para formação e empregabilidade fu-tura.
  • Número de inscritos;

 

  • Número de turmas formadas;

 

  • Número de aulas realizadas;

 

  • Número de alunos partici-pantes;

 

  • Evolução das habilidades em conteúdos introdutórios em programação, inteligência arti-ficial e marketing digital.
  • Lista de presença das oficinas;
  • Relatório final do pro-fessor;

 

  • Registros fotográficos;

 

  • Exercícios práticos e materiais desenvolvidos pelos alunos.

Mês 01 ao mês 10

 

 

META 03: Reali-zar um evento de formatura das tur-mas de tecnologia, com participação de familiares, par-ceiros e represen-tantes da rede in-tersetorial.

  • Organizar programação do evento, incluindo apresentação dos trabalhos produzidos pelos alunos ao longo das oficinas;
  • Convidar familiares, empresas parceiras, escolas, CRAS, CREAS II e demais representantes da rede;

 

  • Preparar certificados, espaço físico, materiais de apoio e es-trutura necessária para o evento;

 

  • Promover momento de reconhecimento dos alunos, valori-zando conquistas e ampliando vínculos com as famílias e par-ceiros.
  • Número de alunos concluin-tes participantes do evento;
  • Quantidade de familiares presentes;

 

  • Presença de parceiros e insti-tuições convidadas;

 

  • Certificados entregues.
  • Lista de presença dos alunos e convidados;
  • Registros fotográficos do evento;

 

  • Certificados emitidos;

 

  • Materiais de divulga-ção.

Mês 10

 

 

META 04: Forta-lecer parcerias com empresas e institui-ções da rede inter-setorial para orien-tar e encaminhar adolescentes às oportunidades do Programa Jovem Aprendiz.

  • Manter articulação contínua com CRAS, CREAS II, escolas municipais e instituições parceiras para identificação de ado-lescentes aptos ao programa;
  • Realizar durante as aulas, ações temáticas de orientação profissional com os alunos das oficinas, abordando postura, cidadania digital e competências necessárias ao mundo do trabalho; etiqueta, dentre outros.

 

  • Dialogar com empresas parceiras para ampliar vagas e pos-sibilidades de encaminhamento;

 

  • Preparar e encaminhar adolescentes com idade adequada para processos seletivos de Jovem Aprendiz.
  • Número de adolescentes ori-entados;
  • Quantidade de contatos ou articulações com empresas e instituições parceiras;

 

  • Número de encaminhamen-tos realizados para Jovem Aprendiz.
  • Relatórios de articula-ção com empresas e ins-tituições;
  • Lista de encaminhados ao Programa Jovem Aprendiz;

 

  • Plano de trabalho das ações;

 

  • Registros fotográficos ou documentais das ati-vidades.

Mês 07 ao mês 10

Resultados Esperados: Espera-se que as crianças e adolescentes desenvolvam competências digitais, autonomia e uso seguro da tecnologia, fortalecendo sua formação. Prevê-se também maior aproximação com a rede e empresas parceiras, favorecendo orientação profissional e futuros encaminhamentos de

adolescentes a programas de jovem aprendiz.

 

 

Objetivo Específico 5: Fortalecer o desenvolvimento emocional e social das crianças, adolescentes e suas famílias por meio de atendimentos e acompanhamento interdisciplinar, promovendo vínculos, proteção, superação e participação familiar.

METAS

(descrever a meta)

AÇÕES                (atividades a executar)

INDICADORES

MEIOS DE VERIFICAÇÃO

CRONOGRAMA DE EXECUÇÃO

META 01: Re-

alizar 5 atendi-mentos psicoló-gico individuais semanais com crianças, ado-lescentes e fa-miliares.

  • Planejar com o psicólogo os atendimentos, priorizando os casos mais urgentes e alinhados com a equipe inter-disciplinar;
  • Realizar acolhimentos imediatos quando necessário, principalmente os encaminhados pelos órgãos parceiros;

 

  • Realizar estudos de caso com a equipe interdisciplinar, quando identificados situações de riscos iminentes e rea-lizar os devidos encaminhamentos à rede de proteção.
  • Número de atendimentos indi-viduais realizados;
  • Número de acolhimentos re-gistrados;

 

  • Número de encaminhamentos à rede.
  • Registro de presença do atendimento;
  • Relatórios finais da equipe;

 

  • Registros de encaminha-mentos.

Mês 01 ao mês 10

 

 

META 02: De-

senvolver 9 ati-vidades grupais socioeducativas com os partici-pantes (01 por mês).

  • Planejar junto com a equipe interdisciplinar (psicólogo, assistente social e estagiários de pedagogia) os temas das atividades em grupos a serem trabalhadas;
  • Planejar com a assistente social e coordenador peda-gógico palestras temáticas para campanhas mensais de conscientização;
  • Número de grupo realizados;

 

  • Número de palestras realiza-das;

 

  • Número de participantes.
  • Lista de presença;

 

  • Relatório final da equipe;

 

  • Registros fotográficos.

Mês 02 ao mês 10

 

 

META 03: Re-

alizar 1 encon-tro semanal com as famlias dos participantes.

  • Planejar com a assistente social e o coordenador peda-gógico, para alinhar a dinânima e organização dos en-contros;
  • Oficializar convites para profissionais de diversas áreas (direito, medicina, enfermagem, educador financeiro, en-tre outros), para abordar temas relevantes ao contexto das famílias como: Conversas sobre rotina, acompanha-mento escolar, cuidados com higinene, saúde, e limites protetivos, orientação sobre serviços da rede e direitos socioassistenciais.
  • Número de encontros realiza-dos;
  • Número de participantes das famílias;

 

  • Número de profissionais con-vidados participantes das ativi-dades;
  • Lista de presença;

 

  • Registros fotográficos;

 

  • Relatório final da assis-tente social;

 

  • Registros de encaminha-mentos a rede.

Mês 02 ao mês 10

Resultados Esperados: Espera-se que crianças, adolescentes e famílias fortaleçam vínculos, ampliem habilidades socioemocionais e recebam suporte adequado frente a desafios cotidianos. Prevê-se maior participação familiar e prevenção de riscos, promovendo o bem-estar dos atendidos e impacato de

mudança familiar e nos territorios.

 

 

 

Objetivo Específico 6: Fortalecer a articulação intersetorial com a rede socioassistencial, órgãos de garantia de direitos e instituições parceiras, promovendo ações conjuntas de prevenção, proteção e acompanhamento de crianças, adolescentes e suas famílias, especialmente aqueles em situação de risco ou associados ao ato infracional.

METAS

(descrever a meta)

AÇÕES                (atividades a executar)

INDICADORES

MEIOS DE VERIFICAÇÃO

CRONOGRAMA DE EXECUÇÃO

META 01:

Fazer uma reunião bimestral em conjunto com o CRAS, CREAS II e PETI.

  • Agendar as reuniões com a rede de proteção e definir pauta bimestralmente.
  • Identificar os casos de maior urgência de intervenção para o estudo dos mesmos com a equipe;
  • Promover os devidos encaminhamentos a rede inter-setorial.
  • Número de reuniões reali-zadas;
  • Número de estudos de caso;
  • Número de encaminhamen-tos acompanhados.
  • Lista de presença das reuni-ões;
  • Registros fotográficos;

 

  • Relatórios dos estudos de casos;

Mês 02 ao mês 10

 

 

 

- Encaminhamentos realiza-dos.

 

 

 

META 02:

Promover 02 açoes com a polícia militar da comunidade local, durante a execução do projeto.

  • Enviar ofício convidando a polícia militar da região a vir conhecer a instituição e o projeto proposto;
  • Agendar com a polícia militar uma roda de conversa no ISAC, com os atendidos do projeto, sobre prevenção as diversas violências e uso de drogas;

 

  • Convidar a polícia militar para um Coffe Break na instituição, para socialização com as crianças e para re-ceber uma homenagem delas.
  • Número de encontros reali-zados;
  • Número de roda de con-versa aplicadas;

 

  • Número de participação dos adolescentes, famílias e militares.
  • Registros fotográficos;

 

  • Relatórios finais da institui-ção e da polícia militar, so-bre a parceria;

 

  • Lista de presença.

Mês 03 ao mês 10

META 03:

Realizar 02 palestras, sendo 01 para os adolescentes e 01 para as famílias assistidas no projeto.

  • Planejar com a equipe técnica a palestra para os ado-lescentes com foco nos temas: superação, projeto de vida, prevenção ao uso de drogas e convivência segura. E a palestra para as famílias abordando parentalidade positiva, prevenção ao ato infracional, fortalecimento de vínculos e proteção social, com apoio da rede (PM, CREAS II, CRAS, PETI, Conselho Tutelar, escolas, Ministério Público e outras instituições);
  • Mobilizar adolescentes e famílias para participarem das ações formativas, fortalecendo cultura de paz, con-vivência e prevenção de riscos.
  • Número de palestras reali-zadas;
  • Número de adolescentes e famílias participantes;

 

  • Número de órgãos/entida-des parceiras presentes nas ações.
  • Listas de presença;

 

  • Registros fotográficos;

 

  • Relatório da equipe técnica.

Meses 04 e 06.

 

 

 

Resultados Esperados: Espera-se o fortalecimento das articulações com a rede socioassistencial e órgãos parceiros, ampliando o acompanhamento de casos e a prevenção de riscos. Prevê-se maior participação de adolescentes e famílias nas ações formativas e preventivas. Como resultado, a proteção social será

qualificada, fortalecendo vínculos e contribuindo para trajetórias de superação.

 

 

 

  1. FORMA DE EXECUÇÃO DAS AÇÕES:

A execução do Projeto Superação em Foco II acontecerá em contraturno escolar, por meio de atividades esportivas, tecnológicas e psicossociais, planejadas para promover o desen-volvimento integral, o fortalecimento de vínculos e a prevenção de situações de risco. As ofici-nas serão lideradas pelo coordenador e conduzidas por professores qualificados, com acompa-nhamento da equipe técnica, que atuará de forma integrada para garantir acolhimento, orienta-ção e articulação com a rede socioassistencial.

As oficinas de Judô serão realizadas duas vezes por semana, em turmas organizadas por faixa etária: pela manhã uma turma com capacidade para 25 crianças de 6 a 12 anos; e pela tarde também uma turma para 25 adolescentes de 13 a 16 anos. Cada aula terá duração de uma hora e contemplará aspectos técnicos da modalidade, disciplina, respeito e convivência saudá-vel. As atividades culminarão na realização do torneio interno e do 4º Festival de Judô do ISAC.

As oficinas de Futebol ocorrerão duas vezes por semana com duas aulas de manha e duas no período da tarde com capacidade para atender 25 alunos em cada turma. As aulas terão duração de uma hora e meia e receberá alunos a partir dos nove anos. As atividades serão vol-tadas ao desenvolvimento motor, habilidades sociais, cooperação, disciplina e espírito espor-tivo, incluindo a realização de um torneio interno ao longo do ano e como aconteceu no período do Superação em Foco I, participação em pequenos campeonatos municipais.

As oficinas de Tecnologias serão ofertadas duas vezes por semana, com duas turmas pela manhã e duas pela tarde, totalizando quatro turmas com 15 alunos em cada turma e todas com aulas de uma hora. Pela manhã, crianças de 9 a 12 anos participarão de atividades de alfa-betização digital, incluindo informática básica, digitação, navegação segura e uso educativo de ferramentas digitais. No período da tarde, adolescentes poderão se inscrever em uma ou duas matérias: Programação, Inteligência Artificial e automação; ou Marketing Digital e produção de conteúdo. Essas oficinas terão caráter prático e formativo, ampliando competências digitais e favorecendo a preparação para oportunidades futuras, incluindo possível encaminhamento ao Programa Jovem Aprendiz, por meio das parcerias mantidas com empresas e instituições da rede intersetorial.

 

As ações psicossociais serão desenvolvidas de forma contínua ao longo do projeto, por meio de atendimentos individuais, grupais, acolhimentos, estudos de caso, 09 encontros envol-vendo palestras, rodas de conversa e grupos socioeducativos. A equipe técnica acompanhará as famílias e os participantes, identificando necessidades, prevenindo riscos, fortalecendo vínculos e realizando encaminhamentos à rede quando necessário. Serão realizadas reuniões semanais com as famílias, abordando temas relacionados à convivência, proteção, cuidados e participa-ção escolar, com a presença eventual de profissionais convidados das áreas de Direito, Saúde e Educação, conforme as demandas identificadas. A articulação com o CRAS Major Prates, CREAS II, PETI, Conselho Tutelar, escolas, coordenadoria do terceiro setor e polícia militar será permanente, garantindo fluxo eficiente de referência e contrarreferência, e inserindo os demais órgãos nas atividades desenvolvidadas pelo projeto.

O ISAC já dispõe de estrutura adequada para a execução das atividades propostas, in-cluindo uma sala de judô equipada com tatames, um laboratório de informática com compu-tadores e recursos tecnológicos necessários, além de espaços para atendimento psicossocial. As atividades de futebol são realizadas no campo comunitário ao lado da instituição, utilizado de forma regular mediante autorização da Secretaria Municipal de Esportes, garantindo segurança e organização dos treinos. Essa infraestrutura consolidada permite a oferta contínua e qualifi-cada das oficinas, assegurando condições ideais para o desenvolvimento das crianças e adoles-centes.

Ao longo do ano, serão promovidos eventos integradores — como torneios esportivos, o Festival de Judô e a formatura das turmas de tecnologia — valorizando conquistas, fortale-cendo vínculos comunitários e ampliando o senso de pertencimento no território. Em momentos específicos, também serão realizadas palestras e rodas de conversas pela equipe técnica, por convidados da rede intersetorial e por pessoas que inspiram as crianças e adolescentes na con-strução de novos sonhos e novas perspectivas de superação. No encerramento do ciclo anual, será promovido um evento com parceiros e famílias, incluindo prestação de contas e celebração das trajetórias desenvolvidas. Essas ações reforçam o propósito de resgatar, prevenir, proteger e promover, transformando vulnerabilidade em oportunidade e apoiando a formação de bons cidadãos.

 

A seguir, apresenta-se a descrição detalhada das funções e atribuições dos profissionais envolvidos na execução do projeto:

Coordenador: Atuará com 30 horas semanais, contratado via regime CLT, sendo res-ponsável pela gestão geral do projeto, organização das rotinas, supervisão das oficinas e da equipe, articulação com a rede socioassistencial e acompanhamento dos indicadores. Também coordenará eventos institucionais e realizará reuniões periódicas com a equipe técnica.

Psicólogo: Atuará com 30 horas semanais, contratado via regime PJ, realizando atendi-mentos individuais e grupais, acolhimentos, rodas de conversa e ações socioeducativas. Tam-bém participará de reuniões com famílias, estudos de caso e articulação com serviços da rede, contribuindo para a prevenção de riscos e o fortalecimento emocional dos participantes.

Assistente Social: Atuará com 30 horas semanais, contratado via regime PJ, realizando atendimentos sociais, acompanhamento familiar, orientações sobre direitos, encaminhamentos e intervenções socioassistenciais. Participará das reuniões semanais com as famílias e manterá articulação contínua com CRAS, CREAS II, PETI, Conselho Tutelar e escolas.

Instrutor de Judô: Executará 20 horas mensais, contratado via regime PJ, sendo 16 horas de aulas (quatro aulas semanais de 1h) e 4 horas mensais destinadas a reuniões, planeja-mento e participação em eventos. Responsável por ministrar conteúdos técnicos, acompanhar a evolução dos alunos e organizar o torneio interno e o 4º Festival de Judô.

Instrutor de Futebol: Executará 52 horas mensais (12 horas semanais), contratado via regime PJ, sendo 48 horas de aulas (1h30 quatro vezes na semana) e 4 horas mensais destinadas a reuniões e eventos. Conduzirá atividades esportivas com foco em desenvolvimento motor, habilidades sociais, disciplina e espírito esportivo, além de organizar o torneio interno.

Instrutor de Tecnologias: Executará 36 horas mensais, contratado via regime PJ, sendo 32 horas de aulas (quatro aulas por dia, em dois dias da semana, com duração de 1 hora cada) e 4 horas mensais destinadas a reuniões, planejamento pedagógico e participação em eventos. Será responsável por ministrar conteúdos de informática básica, cidadania digital, programação, inteligência artificial, automação e marketing digital, conforme a faixa etária e a matéria, acom-panhando o desenvolvimento dos alunos, orientando projetos práticos e apoiando encaminha-mentos ao Programa Jovem Aprendiz.

  1. PREVISÃO DE RECEITAS E DE DESPESAS A SEREM REALIZADAS NA EXECUÇÃO DO PROJETO OU ATIVIDADE DA PARCERIA:
    1. – Receitas:

Especificação

Valor (R$)

%

Valor total do recurso (bruto)

R$ 130.000,00

100

Valor da proposta

R$ 130.000,00

100

Contrapartida voluntária financeira (caso houver)

 

 

 

 

8.2-   Detalhamento das despesas

A previsão de despesas deverá incluir os elementos indicativos da mensuração da compatibilidade dos custos apresentados com os preços praticados no mercado ou com outras parcerias da mesma natureza, tais como: 3 orçamentos, cotações, tabelas de preços de associações profissionais, publicações especializadas ou quaisquer outras fontes de informação disponíveis ao público.

 

DETALHAMENTO DAS DESPESAS – (Planilha de Itens)

Item

Descrição

UND

Qtde

Valor Unitário (R$)

Subtotal

1

Contratação de 01 coordenador

Meses

10

R$ 3.850,67

R$ 38.506,70

2

Contratação de 01 psicólogo

Meses

10

R$ 2.300,00

R$ 23.000,00

3

Contratação de 01 assistente social

Meses

10

R$ 2.300,00

R$ 23.000,00

4

Contratação de 01 instrutor de judô

Meses

10

R$ 1.069,54

R$ 10.695,40

5

Contratação de 01 instrutor de futebol

Meses

10

R$ 1.429,89

R$ 14.298,90

6

Contratação de 01 instrutor de tecnologias

Meses

10

R$ 1.309,90

R$ 13.099,00

7

Medalhas

Peça

400

R$ 4,75

R$ 1.900,00

8

Uniformes esportivos (Camisa)

Peça

100

R$ 35,00

R$ 3.500,00

9

Uniforme esportivo (Short)

Peça

100

R$ 20,00

R$ 2.000,00

 

8.2.1 – Detalhamento das despesas com pessoal:

DESPESAS COM SALÁRIOS, DÉCIMO TERCEIRO, FÉRIAS, ENCARGOS SOCIAIS E MULTA FGTS POR CARGO (R$)

Descrição do cargo

Hor as/ mê s

Salário base

Deduç ões (INSS e IR)

Salário líquido

13º Salário 1/12 avos

Férias 1/12

avos

INSS

+ SAT+ (CTS INSS

tercei ros) 20%+

3%

+5,8% =

28,8%

FGTS 8%

Multa 40% FGTS

PIS 1%

Total despesa mês por cargo no projeto

Nº empre gados

Nº de mese s

Total por cargo

Coordenador

120

2.400,00

191,69

2.208,31

200,00

266,67

691,20

192,00

76,80

24,00

3.850,67

1

10

R$ 38.506,70

Psicólogo

120

2.300,00

-

-

-

-

-

-

-

-

2.300,00

1

10

R$ 23.000,00

Assistente Social

120

2.300,00

-

-

-

-

-

-

-

-

2.300,00

1

10

R$ 23.000,00

Instrutor de judô

20

1.069,54

-

-

-

-

-

-

-

-

1.069,54

1

10

R$ 10.695,40

Instrutor de futebol

52

1.429,89

-

-

-

-

-

-

-

-

1.429,89

1

10

R$ 14.298,90

Instrutor de tecnologias

36

1.309,90

-

-

-

-

-

-

-

-

1.309,90

1

10

R$ 13.099,00

TOTAL DESPESAS MÊS PELO QUADRO DE PESSOAL BÁSICO

R$ 12.260,00

DESCONTO REFERENTE INSS PATRONAL

-

VALOR DO REPASSE COM PESSOAL

R$ 122.600,00

 

 

09 - CRONOGRAMA DE DESEMBOLSO:

 

Cronograma de Desembolso (Concedente) (R$ 1,00)

VALOR (R$)

Parcela Única

R$ 130.000,00

Cronograma de Desembolso (Contrapartida se houver ) (R$ 1,00)

VALOR (R$)

Parcela Única

 

 

10-FUTURO DO PROJETO OU ATIVIDADE:

O projeto “Superação em Foco II” está inserido em um plano institucional contínuo do Instituto Social de Amor Cristão – ISAC, voltado à promoção do desenvolvimento integral de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social, por meio de ações socioeducati-vas, esportivas e tecnológicas. Sua continuidade após o término da parceria está diretamente vinculada à capacidade de articulação institucional, diversificação de fontes de financiamento e manutenção das parcerias estratégicas já estabelecidas.

A sustentabilidade das ações será viabilizada por meio da captação de recursos junto a mecanismos públicos e privados, com destaque para o Fundo da Infância e Adolescência (FIA) em suas possibilidades, editais de incentivo fiscal, como a Lei Estadual de Incentivo ao Esporte, e parcerias com empresas. Atualmente, a instituição já possui projetos aprovados em fase de captação, incluindo iniciativa junto à CEMIG e os projetos “Geração Campeã I e II”, o que demonstra capacidade ativa de mobilização de recursos e continuidade das ações propostas.

Além disso, o ISAC busca ampliar sua atuação por meio da participação em editais públicos, como o do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), voltado à expansão do labo-ratório de tecnologia, o que permitirá fortalecer a inclusão digital, ampliar o número de atendi-dos e qualificar as atividades ofertadas, alinhando-as às demandas contemporâneas de formação e inserção social.

A continuidade do projeto também será assegurada pelo fortalecimento das parcerias com a rede socioassistencial e intersetorial, incluindo CRAS, CREAS, escolas, PETI e demais atores do Sistema de Garantia de Direitos. Essas articulações contribuem para a manutenção dos fluxos de encaminhamento, acompanhamento das famílias e integração das ações, garan-tindo maior efetividade no atendimento ao público.

Como fatores facilitadores da continuidade destacam-se a experiência institucional do ISAC, a credibilidade junto à comunidade e parceiros, a estrutura física já existente e a capaci-dade técnica da equipe. Como possíveis desafios, apontam-se a dependência de captação de recursos e a instabilidade de financiamentos públicos, os quais serão mitigados por meio da diversificação das fontes de financiamento e fortalecimento de parcerias.

Dessa forma, o projeto apresenta viabilidade de continuidade, com potencial de expan-são e replicabilidade, consolidando-se como estratégia permanente de prevenção de riscos so-ciais, fortalecimento de vínculos e promoção de direitos de crianças e adolescentes no território.